sábado, 1 de outubro de 2011

Paris - o retorno (16odia)

Embora a viagem tenha sido pra Itália, o blog começa com o primeiro dia em Paris!
Ainda no avião Florença-Paris, uma parte dos Alpes, pelo que entendi de geografia...



E isso eram... moinhos! Momento "minha máquina tem zoom".



Depois dessa viagem, cheguei à conclusão que a Itália é o melhor lugar para se estar de férias. Você é super bem tratado, falam inglês com você tranquilamente e sem cara feia, como na França, a comida é incrível e a cultura é muito charmosa com super variações regionais. Em Paris você volta a se sentir numa cidade grande, com confusão, gente esquisita, alguma hostilidade a não falantes de francês... mas Paris é tão inexplicavelmente maravilhosa que nada disso importa e a sensação é de simplesmente estar chegando em casa (e a sua casa ser em Paris!). 

No caso minha casa foi o Hotel Saint Andre des Arts, na rue St Andre des Arts, entre os metros Odeon e St Michel (acho que aqui ainda é st-germain-de-pres). Diferente no Marais "Alto Leblon" cult e calmo, ali é bem no meio do agito, mil barzinhos, restaurantes, gente na rua... O mais barato das redondezas, naquele estilo bem parisiense (velho e com escadas) porém LIMPO, apesar do carpete. Café da manhã bem simples (sem croissant). Na rua tem também essa galeria super charmosa com restaurantes metidinhos e look antigo fazendo sempre propaganda de "brunch du dimanche" (bruch de domingo, numa rima bobinha porém meiga).

Na galeria tem o Procope, o delicioso restaurante mais antigo de Paris onde eu degustei um delicioso foie gras "bad karma" com batatas dum jeito assim meio chips meio xadrez (não lembro o nome, mas não são duras tipo ruffles e sim macias por dentro com a parte externa levemente crocante) e uma taça de vinho. Ah, Paris... Só aqui é possível ser politicamente incorreto de forma tão saborosa... 



Na chocolateria na esquina do meu hotel me deparei com um objeto que reúne duas coisas importantíssimas na vida da mulher: chocolate e sapato, em um só objeto. Inesquecível.


Inspirada por tamanha criatividade me dirigi meio sem querer aos jardins de Luxemburgo. Pra uma ex-tijucana humilde que só (só!) conhecera Paris no inverno, e ainda assim se apaixonou pela cidade, ver os jardins com flores deu vontade de chorar. O lugar inteiro irreconhecível, cheio de flores, colorido, cheio de gente lagarteando ao sol, crianças no carrosel, bebês nos carrinhos, adolescentes jogando basquete, jovens e velhos lendo, conversando, existindo em volta do lago central com patinhos ou embaixo de milhões de cantinhos embaixo das árvores já meio no outono, algumas com folhas verdes e outras já amarelo-marrons... num céu azul... Ah, Paris...
























Detalhe: mulher grávida passeando com filho mais velho. Que luxo tomar solzinho aqui em luxemburgo, hein...




O céu de paris, do meio das árvores, e os raios de sol nas flores... aqui qualquer um fica contemplativo/pseudoartista.







Depois uma passadinha rápida pelo Sena a caminho da ópera na bastilha no pôr do sol - meio correndo, pra variar um pouco desorientada, achando que tudo é pertinho e dá pra ir a pé... 



Cheguei na ópera em cima da hora, suada, me achando mal vestida, com fome, sede... aff! Não tem fotos de lá, mas foi ótimo, apesar de tudo; vi super bem sentada no lugar mais barato (35 euros) embora tenha achado a acústica um pouco desfavorável; a montagem de Salomé foi linda e super aplaudida. Achei curioso que a personagem da Salomé sempre me remete a uma mulher sensual e voluntariosa, digamos assim. A cantora não tinha nada de sensual à primeira vista, era inclusive meio “seca”, mas expressava a sexualidade ao se mexer de forma autoritária, quase agressiva. Além da voz incrível, é claro. A que fazia a mãe de Salomé, pra mim, ainda cantava melhor. Ainda não achei o programa pra dizer o nome das cantoras... hehe. Da próxima vez é abrir a carteira pra conhecer o Garnier!

5 comentários:

  1. Adorei seu blog! As fotos estão muito bonitas. Manda mais ;). Beijo

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  2. aff mas dá um trabalhao... :) o blogger nao é muito amigável com o posicionamento das fotos. coloquei as fotos de giverny. bjs

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  3. CARACA! POSTEI COMENTÁRIO ONTEM MAS SUMIU (?!?!)
    Dizia algo do tipo: ver Salomé em Paris é coisa de perder a cabeça tal e qual. Vamos ver se fica.

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  4. pois e, mas eu cheguei atrasada e nem vi direito o lugar, vi que tinha uma lojiinha/livraria... hehe
    vc entendeu que eu nao fui no opera garnier, ne? tem bem menos glamour. tudo no garnier é muito mais caro, se bem me lembro os ingressos pra la todos sao em tres digitos de euro... vou estudar a temporada do ano que vem pra programar a proxima viagem :)

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